EQUIPE DE LITURGIA

Formação Litúrgica em Mutirão

CNBB – rede celebra – revista de liturgia

Ficha 40

A liturgia, memorial da Páscoa de Jesus, é ação do povo sacerdotal que, como toda a atividade social e eclesial, requer um mínimo de organização. A celebração de uma comunidade não cai “pronta do céu” e nem pode ser considerada como “um enlatado”. A liturgia é uma ação viva e dinâmica que requer ser planejada e bem preparada. Assim como uma festa agrada a todos quando bem organizada, igualmente, as celebrações preparadas com esmero atraem e animam a participação do povo. Isto requer pessoas que, em equipe, dediquem tempo, inteligência e carinho no planejamento, execução e avaliação das ações litúrgicas. As comunidades vibram quando participam de ações litúrgicas realizadas com serenidade, harmonia e criatividade sob a coordenação de uma equipe.

A equipe de liturgia, como um bom fruto da renovação conciliar, é o coração do serviço de animação litúrgica de uma comunidade, paróquia ou diocese. Ela se compõe de pessoas de fé, engajadas na comunidade e impulsionadas pelo espírito de serviço. Antes de tudo, estas pessoas são parte da assembleia que, por meio de seu serviço, visam a qualidade orante e participativa do povo sacerdotal no mistério celebrado.

O campo de atuação da equipe de liturgia é amplo. A renovação conciliar fomentou a constituição de comissões (equipes) de liturgia1 em diferentes níveis: diocesano, nacional e paroquial. Na caminhada pós-conciliar as equipes ganharam força e adesão. Transformaram-se num espaço de manifestação do sacerdócio comum dos fiéis.

Hoje se constata nas dioceses e paróquias a atuação de EQUIPES DE PASTORAL LITÚRGICA2 com as funções de: planejar, animar, coordenar e avaliar a vida litúrgica das comunidades; garantir a celebração do mistério pascal de Cristo, dando particular atenção às celebrações dos tempos significativos do Ano Litúrgico e da Diocese ou paróquia; constituir, formar e fortalecer as equipes de celebração nas comunidades; zelar pela dimensão celebrativa do conjunto da ação evangelizadora e pastoral; promover a integração entre as diferentes equipes de celebração; elaborar subsídios, prover os meios e dinamizar a formação litúrgica da comunidade.

Existe um número sem conta de EQUIPES DE CELEBRAÇÃO3. Estas são encarregadas diretamente das celebrações da Palavra de Deus, da Eucaristia (missas), do Batismo, do Matrimônio nas paróquias e comunidades. Destas equipes, especialmente, fazem parte os leitores, os ministros da comunhão eucarística, os recepcionistas, os salmistas, os cantores e instrumentistas, os animadores, o comentarista e os ministros que presidem, etc. Uma paróquia pode ter tantas equipes quantos forem os horários e as formas celebrativas. Há, em alguns lugares, o costume de se distribuir entre as pastorais ou os movimentos os horários de celebração, em vista da participação, da colaboração e da co-responsabilidade de todos pela liturgia. É uma prática que pode colher resultados positivos se for articulada por uma pequena equipe de coordenação (equipe de pastoral litúrgica). Sem esta articulação pode ocorrer a fragmentação, a descontinuidade no estilo celebrativo e as pessoas se transformarem em simples cumpridoras de mais uma tarefa. Todavia, a celebração é ação da Igreja e não deste ou daquele grupo, movimento ou pastoral.

Por mais simples que seja uma celebração, a equipe deve estar ciente da distribuição dos diferentes serviços e ministérios, da sequência harmoniosa do ritual, do sentido de cada momento e elemento litúrgico e de que a assembleia, em Cristo, é o sujeito da ação litúrgica. A ação litúrgica é uma obra de arte. Sua beleza e grandeza se manifestam pelo agir criativo, harmonioso e orante dos membros da equipe de celebração.

A equipe de liturgia exerce seu ministério em espírito de comunhão e de serviço. Espírito que se manifesta pela capacidade de trabalho em equipe, pela dedicação e responsabilidade, pela vontade de celebrar de forma autêntica, mais unida à vida, para fazer da vida um hino de louvor.

Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos: 

  1. Em nossa comunidade ou paróquia, há de fato uma equipe de liturgia?
  2. Como está o entrosamento entre a equipe, a comunidade e os ministros que presidem?
  3. Que dificuldades e desafios equipe de liturgia/ de celebração está encontrando?
  4. Em que os membros da equipe de liturgia/de celebração deveriam melhorar?

1 Cf. SC 43 e 45; Inter Oecumenici, 47;

2 Cf Animação da Vida Litúrgica no Brasil, Cnbb doc. 43. n. 187 e 215.

3 Cf IBIDEM. N. 217.

Fonte: CNBB – www.cnbb.org.br

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